Monkey Mind
Bloor, 2013b
A metáfora psicológica que simboliza o funcionamento da mente normal como um macaco tem origem no budismo. Ela se espalhou como uma representação da mente normal do homem para outras tradições orientais: budismo zen, taoísmo e confucionismo. É retratada no clássico romance épico chinês, Jornada ao Oeste, escrito por Wu Cheng'en, onde o personagem principal é Sun Wukong, o Rei Macaco.
Em geral, essa ideia é a de uma mente inquieta, caprichosa, indecisa e descontrolada. Em chinês, o termo para isso é “xinyaun”, que se traduz literalmente como coração-mente-macaco. Pode ser útil para nós pensar na mente de macaco nesses termos. Ela é semelhante a um macaco, envolve o intelecto e também envolve as emoções.
Na maioria das vezes, pensamos por associação. Estamos sentados em uma poltrona pensando, talvez, na peça que vimos ontem à noite, quando de repente o gato pula no nosso colo, e agora pensamos no gato. Mas nosso celular toca de repente e vemos que um parente está ligando e ficamos imaginando o que será. Então atendemos. E agora estamos subitamente envolvidos numa discussão sobre o casamento que se aproxima, e assim por diante. Este tipo de vida sinuosa é descrita por Gurdjieff em Visões do Mundo Real.
