Ar

*(RBN)*

“As substâncias necessárias para o sangue do corpo planetário do ente entram neles através do seu 'primeiro alimento', ou, como dizem os seus favoritos, 'através dos alimentos'.

“Mas as substâncias necessárias tanto para revestir como para aperfeiçoar o corpo-esseral superior  Kesdjan entram nas suas presenças comuns através da sua, como eles dizem, 'respiração', e através de certos poros da sua pele.

E as substâncias cósmicas sagradas necessárias para revestir o corpo-esseral superior, que é a parte sagrada deles, como já lhes disse, a que chamam alma, podem ser assimiladas e correspondentemente transformadas e revestidas neles, tal como em nós, exclusivamente a partir do processo chamado 'contemplação Aiëirittoorassnian', concretizado na presença comum pela intenção cognitiva de todas as suas partes independentes espiritualizadas. (BTG XXXII B569)

“Mas essas substâncias secundárias, que, sendo obtidas a partir das transformações do seu próprio sol e de todos os planetas exteriores do seu próprio sistema solar e que entraram na atmosfera do seu planeta através das radiações deste último, entram novamente neles, tal como em nós, também para uma transformação evolutiva posterior como o 'segundo alimento', que é o seu, como eles dizem, 'ar', pelo qual respiram, e essas substâncias no ar servem apenas para revestir e manter a existência dos seus 'segundos corpos-esserais'. (BTG XXXIX B781)

“Para essa ajuda vinda de fora, a Grande Natureza, no caso em questão, adaptou de maneira muito sábia a organização interna dos seres, de tal forma que as substâncias que tinham que entrar na presença comum dos seres para revestir e alimentar seus segundos corpos-esserais Kesdjan, ou seja, a totalidade das substâncias cósmicas que seus favoritos chamam de ar, pudessem ao mesmo tempo servir como uma ajuda vinda de fora para a evolução das substâncias do primeiro alimento.

Os elementos ativos que compõem este segundo alimento-esseral ou ar, e que entram nas presenças dos seres também para a evolução através deste segundo alimento-esseral, começando pelo nariz dos seres, evoluem gradualmente com a cooperação de vários processos de Harnelmiatznel de caráter local, e também são transmutados desta vez no que é chamado de “pulmões” dos seres em Protoëry, mas em Protoëry chamado “Astralnomonian-Protoëry”.

*FED*

O organismo humano recebe três tipos de alimento: 1º O alimento comum que comemos. 2º O ar que respiramos. 3º Nossas impressões.

Todos respiramos o mesmo ar. Além dos elementos conhecidos pela nossa ciência, o ar contém um grande número de substâncias que esta desconhece, que são indefiníveis e inacessíveis à sua observação. Mas é possível uma análise exata do ar inspirado, assim como do ar expirado. Essa análise mostra que, se o ar inspirado por várias pessoas é estritamente o mesmo, o ar expirado por cada uma delas revela-se completamente diferente. Suponhamos que o ar que respiramos seja composto por uma dezena de elementos diferentes desconhecidos pela nossa ciência. Cada um de nós absorve um certo número desses elementos a cada inspiração. Suponhamos que sempre sejam absorvidos cinco deles. Consequentemente, o ar expirado por cada um é composto por quinze elementos; cinco foram para nutrir o organismo. No entanto, certos homens não expiram quinze, mas apenas dez elementos, ou seja, absorvem cinco elementos a mais. Esses cinco elementos são hidrogênios superiores. (p. 188-189)

*Os Ensinamentos de Gurdjieff (C.S.Nott, N1)*

Há duas partes no ar (o segundo alimento do homem): evolutiva e involutiva. Apenas a parte involutiva pode vivificar o “Eu”. Esta parte involutiva serve propósitos cósmicos gerais. Somente quando se tem em si um desejo consciente se é capaz de assimilar esta, para si, boa parte do ar, que se origina da fonte primária. A fim de ser capaz de assimilar a parte involutiva do ar, devemos nos dar conta de nossa própria significação e daqueles ao nosso redor. Somos mortais e algum dia morreremos. Aquele sobre o qual nossa atenção se põe é nosso próximo; ele também morrerá. Ambos, v. e ele, somos não-entes. No momento a maior parte de nosso sofrimento é “sofrimento em vão”; vem de sentimentos de cólera, inveja e ressentimento dos outros. Se sempre adquirimos dados para realizar a inevitabilidade da morte deles e de sua própria morte, teremos um sentimento de piedade pelos outros e de justiça para com eles, posto que suas manifestações que nos desagradam são apenas porque pisaram em nosso calo, ou porque nossos calos são sensitivos. No momento podemos não ver isto. Tentemos nos por na posição dos outros — têm a mesma significação que nós, sofrem como nós, e, como nós, morrerão. Somente se sempre tentamos sentir esta significação até que se torne um hábito sempre que nos atentarmos aos outros, somente então seremos capazes de assimilar a boa parte do ar e ter um “Eu” real. Todo homem tem vontades e desejos que são sua cobiça maior e que perderá quando morrer.