Neste livro introdutório da
A vida é real só quando eu sou, expõe-se a quintessência de cinco palestras, sendo quatro proferidas entre o final de 1930 e o início de 1931, e uma outra entre o final de 1931 e o início de 1932; para os leitores destas exposições, independentemente do grau de consciência em que se classifiquem, não seria supérfluo conhecer a origem da concepção instintiva que derivou a frase “quitar-me conscientemente com a Grande Natureza”, a qual irrompeu quase involuntariamente, derivada da totalidade da convicção instintiva e consciente de que, pelo ato de tornar conhecida esta última série de escritos, poder-se-ia cumprir o dever mais importante de um homem que atingiu a idade responsável, que consiste em preparar sem falhas, para o benefício da posteridade e de acordo com a própria individualidade, certas instruções proveitosas, justificando assim, ainda que subjetivamente, o sentido de todos os trabalhos intencionais passados e das renúncias conscientes a benefícios geralmente cristalizados na vida das pessoas contemporâneas, esperando-se experimentar, no momento do último suspiro, sem dúvida mental, sensitiva ou instintiva, o impulso sagrado para um homem, denominado pelos antigos Essênios como autossatisfação imparcial.