Para uma compreensão aproximada dos resultados das propriedades do órgão concebido e realizado pelo incomparável
Angel Looisos, é indispensável conhecer as diversas manifestações dos seres
tricerebrais daquele
planeta tanto no período em que o órgão
Kundabuffer existia em suas presenças quanto nos períodos posteriores, quando, embora o órgão e suas propriedades já houvessem sido destruídos, as consequências dessas propriedades continuaram a se cristalizar em suas presenças.
Houve ainda uma terceira descida da Comissão Suprema àquele
planeta, três anos depois em tempo objetivo, desta vez sob a direção do Mais-Grande-Arch-Serafim Sevohtartra, pois o Mais Grande Arcanjo Sakaki havia entretempo tornado-se digno de ser o Indivíduo divino que agora é, um dos quatro Mantenedores-Quarto de todo o Universo.
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O Arcanjo Sakaki ascendeu a uma posição divina superior entre as duas comissões.
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A terceira descida ocorreu três anos após a segunda, em tempo objetivo.
Durante essa terceira descida, as investigações minuciosas dos membros sagrados concluíram que as medidas antecipatórias deliberadas não precisavam mais ser mantidas para a preservação dos fragmentos desprendidos, e assim o órgão
Kundabuffer, com todas as suas propriedades assombrosas, foi destruído nas presenças dos seres
tricerebrais com a ajuda do mesmo
Angel Looisos.
Beelzebub retoma o fio da narrativa interrompida e descreve como, após a confusão causada pela catástrofe recente que havia ameaçado todo o sistema solar, os membros de sua tribo retomaram lentamente o estabelecimento no novo lugar no
planeta Marte.
Pouco a pouco todos se familiarizaram com a natureza local e se adaptaram às condições existentes no
planeta Marte, onde muitos se estabeleceram definitivamente, enquanto outros, por meio da
nave Occasion posta à disposição dos seres da tribo para comunicação interplanetária, foram ou se preparavam para ir existir em outros
planetas do mesmo sistema solar.
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A
nave Occasion servia à comunicação interplanetária dos seres da tribo.
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Uma parte dos seres migrou ou planejava migrar para outros
planetas do sistema solar.
Beelzebub e seus parentes próximos, bem como alguns de seus assistentes íntimos, permaneceram no
planeta Marte.
No período a que se refere a narrativa, o primeiro Teskooano de
Beelzebub já havia sido instalado no observatório por ele construído no
planeta Marte, e ele se dedicava inteiramente à organização e ao desenvolvimento desse observatório para a observação mais detalhada das concentrações remotas do grande Universo e dos
planetas do sistema solar, entre os quais o
planeta Terra.
Com o passar do tempo, o processo de existência naquele
planeta começou a se estabelecer e, pelas aparências, parecia seguir o mesmo curso de todos os outros
planetas.
Por observação atenta, porém, era possível notar claramente que o número de seres
tricerebrais aumentava gradualmente e que, por vezes, manifestavam algo jamais visto em seres
tricerebrais de outros
planetas: sem razão nem rima, começavam subitamente a destruir a existência uns dos outros.
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Essa destruição mútua ocorria às vezes em várias regiões simultaneamente.
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Durava não apenas um Dionosk mas muitos Dionosks e às vezes Ornakres inteiros, sendo que Dionosk equivale a “dia” e Ornakre equivale a “mês”.
Era notável também que durante esses processos horríveis o número de seres diminuía rapidamente, enquanto nos períodos de trégua o número aumentava de forma muito perceptível.
Essa peculiaridade foi gradualmente aceita com a explicação de que, provavelmente, por considerações superiores, tais propriedades haviam sido deliberadamente conferidas ao órgão
Kundabuffer pela Comissão Suprema, supondo-se que isso havia sido feito com premeditação, em vista da necessidade de que os seres existissem em grande número para as necessidades da manutenção do Movimento Harmônico Cósmico-Comum.
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Sem essa peculiaridade, nada pareceria estranho naquele
planeta.
Durante o período a que se refere a narrativa,
Beelzebub visitou a maioria dos
planetas do sistema solar, tanto os habitados quanto os ainda desabitados.
Dos seres tricêntricos de todo o sistema solar, os que mais agradaram pessoalmente a
Beelzebub foram os que habitavam o
planeta Saturno, cujo exterior nada se assemelhava ao deles mas se parecia com o do ser-corvo.
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É digno de nota que a forma do ser-corvo se reproduz não apenas em quase todos os
planetas do sistema solar, mas também na maioria dos outros
planetas de todo o grande Universo em que surgem seres de vários sistemas cerebrais revestidos de
corpos planetários de formas diferentes.
O intercâmbio verbal desses seres-corvos do
planeta Saturno era semelhante ao dos seres da tribo de
Beelzebub, mas sua pronúncia era, em sua opinião, a mais bela de todas as que havia ouvido, comparável ao canto dos melhores cantores quando cantam em tonalidade menor com todo o seu Ser.
Quanto às relações desses seres-corvos com os demais,
Beelzebub declara não saber como descrevê-las, pois só podem ser conhecidas por quem vive entre eles e as experimenta diretamente, afirmando que esses seres têm corações exatamente iguais aos dos
anjos mais próximos do CRIADOR E FAZEDOR INFINITO e que existem estritamente conforme o nono mandamento do CRIADOR: “Faze ao outro como farias ao teu próprio”.
Um dos verdadeiros amigos de
Beelzebub durante todo o período de seu exílio naquele sistema solar foi um ser do
planeta Saturno, revestido exteriormente de corvo, cujo nome era Harharkh, sobre quem promete contar mais detalhes posteriormente.