====== XXXVI Um algo mais sobre os alemães ====== ~~NOCACHE~~ GURDJIEFF — BTG-XXXVI ([[bt>B660]]-[[bt>B662]]) LIVRO II: RBN II-35 <=> RBN II-37 * Beelzebub, saindo de São Petersburgo, percorreu os países escandinavos e se estabeleceu na Alemanha, propondo a Hassein um problema original para que o neto compreendesse a psique peculiar dos seres tricerebrais desse agrupamento europeu contemporâneo. * O problema consistia em deduzir, por meditação ativa, as razões pelas quais os alemães, em qualquer parte de sua pátria, cantavam invariavelmente a mesma canção em reuniões e festas: Blodsinn, Blodsinn, Du mein Vergnugen, Stumpfsinn, Stumpfsinn, Du meine Lust. * Beelzebub invocou o dito de Mullah Nassr Eddin — a maior felicidade consiste em obter o prazeroso junto com o lucrativo — para indicar que o exercício seria ao mesmo tempo prático para a ментação ativa de Hassein e esclarecedor sobre a especificidade da psique dos seres terrestres daquele agrupamento. * Os alemães eram os substitutos diretos dos antigos gregos na invenção de toda espécie de ciência, e assim como os gregos haviam inventado meios maleficentes para desintegrar a ментação-esseral-lógica, os alemães também inventaram um desses meios em sua própria língua. * Certas palavras da canção alemã não possuíam equivalente em nenhuma outra língua, apesar de o planeta Terra ser chamado de hidra-de-mil-línguas pela multiplicidade de idiomas nele existentes. * A regra gramatical alemã de colocar a partícula de negação depois do afirmativo — dizendo sempre ich will das nicht em vez de ich will das nicht zuerst — produzia no ouvinte, a cada troca de opiniões, uma sugestão de afirmação antes de receber a negação. * Cada vez que o ouvinte recebia primeiro a afirmação e só ao final o nicht, produzia-se nele um certo ser-Diardookin, um certo experienciar esseral, cujo acúmulo ao longo do tempo cristalizava lentamente mas com certeza aquela especificidade peculiar na psique comum dos seres desse agrupamento. {{indexmenu>.#1|tsort nsort nocookie}}